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Quanto mais te olho,
tanto mais me observo.
Quanto mais te aceito,
tanto mais me entendo.
Tuas palavras, irmão querido,
não são tuas palavras,
são pensamentos articulados
de outros Deuses.
Vives comigo, contudo
não habitas minha morada,
vagas por prados e campos de outras esferas.
Tua dimensão é a dimensão do amor
e eu gostaria de visitá-la, ainda que fosse em sonhos.
Me diz, irmão amado:
Quem coloriu de serenidade tua aura?
Quem te legou esta leveza tanta
e esta humildade santa?
Ah! Irmão, me diz uma canção bonita,
destas que a gente acredita existir
como um mantra,
para proteger da tempestade,
o irmão dileto,
para lhe fortalecer,
no pântano das convicções enganosas,
para lhe mostrar,
uma brecha no nevoeiro...
Desconhecido
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