sexta-feira, 22 de setembro de 2017

POR MAIS LONGO QUE SEJA O DIA....POR MAIS ESCURA QUE SEJA A NOITE...O SOL SEMPRE VOLTA A BRILHAR.
Encaminhado por Vera Velasco

Filme Xuxa Pop-Star

Leia Também
Mais Textos de Psicologia
SEXUALIDADE E OS JOVENS


Como é sabido, a partir do estágio de puberdade começa para jovens de ambos os sexos um intenso interesse nas diferentes formas de relacionamento entre pessoas.

Ainda que “namorar” seja praticado entre adolescentes, esse processo apresenta nos tempos atuais, características ímpares.

O namoro tem uma conotação clara de treinamento no que se convencionou chamar “papel sexual”, isto é, no modelo de comportamento masculino e feminino que espera que cada um de nós cumpra. Na atualidade frequentemente o namoro vem sendo procedido de uma forma única de comportamento denominada “ficar”.

O “ficar” começou a ser praticado entre os jovens mais recentemente; principalmente nos grandes centros urbanos, difundindo-se mais tarde a praticamente todos os locais onde existam adolescentes.

Consiste num contrato informal mútuo de companhia, onde os jovens “ficam” juntos durante um determinado período, trocando experiências e aprendendo os princípios elementares da convivência afetiva.

Essa prática tem significados diferentes conforme região considerada e, as vezes, em grupos diferentes de uma região. O “ficar” pode se constituir apenas em conversa, mas geralmente inclui troca de carícias e, eventualmente, chega à relação sexual.

Ainda que nem sempre as coisas transcorram as planejadas, o “ficar” implica em falta de compromisso de continuidade, sendo comum que adolescentes que “ficaram” em uma festa no dia anterior, por exemplo, sequer conversem no dia seguinte.

O “ficar” se constitui em importante forma de aprendizado social, afetivo e sensorial. Não existem evidentemente, normas fixas, mas o “ficar” usualmente se inicia entre os 11 a 14 anos, geralmente não sendo mais praticado após os 16, 17 anos, quando a maturidade afetiva do jovem, quase sempre pede formas mais duradouras de relacionamentos.

Embora exista bastante liberalidade e tolerância, os ou as adolescentes que “ficam” com muita frequência não são bem vistos entre os próprios jovens, que por vezes até atribuírem apelidos pejorativos a essas praticamente (“galinha”, e outros onde a prática do bullying é muito comum).

Não é raro, também, que os namoros entre jovens, comecem por um episódio de “ficar”.

Refletindo uma natural insegurança, a maioria dos adolescentes sempre que se forneça uma “fórmula” que os ensine a serem grandes beijadores. Tal fórmula evidentemente não existe, já que beijar é um ato que se aprende a fazer fazendo.

Assim, a resposta ideal para esse tipo de pergunta é que não existem normas pré- estabelecidas, devendo cada um praticar o ato conforme as emoções que o momento lhe recomendar.

Ainda no terreno do treino dos papéis sexuais, não são incomuns as dúvidas sobre a orientação sexual, expressa até mesmo por pais ansiosos, que têm como um de seus mais expressivos temores que seus filhos e filhas se revelam homossexuais.

É importante que se enfatize a diversidade das condições e das preferências pessoais. O conceito de “normal” é, habitualmente, ligado à apreciação estatística do fato, isto é, normal é o que a maioria acha válido.

Evidentemente, em termos de comportamento e em especial em comportamento sexual, devemos respeitar as inclinações também das minorias.

Na verdade, ainda não temos uma ideia muito clara das causas da homossexualidade, parecendo estar envolvidos tanto alguns fatores hereditários quanto aqueles advindos do ambiente, da vivência familiar, e da experiência pessoal.

O importante para eliminar o preconceito é que se tenha claro que as pessoas não “escolhem” ser hetero, bi ou homossexuais, sendo esta condição fruto de uma série de fatores que faz despertar para essa ou aquela condição.

Referências bibliográficas:

FREUD, Sigmund. Um Caso de Histeria e Três Ensaios Sobre a Sexualidade e outros. Rio de Janeiro: Imago, 1996. Edição,Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud.

NASIO, Juan-David. Como agir com um adolescente difícil?:Um livro para pais e profissionais. Rio de Janeiro; Editora Zahar, 2011.

BEAUVOIR, S. O segundo sexo; trad. S. Milliet. 2. ed. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1961. 2v.

MARINI, Elaine. Psicologia Escolar, Vetor Ed., 2012 *Conteúdo autoral, reprodução autorizada mediante crédito à Elaine Marini.

ELAINE MARINI



Indique nosso site a um amigo!
Seu Nome: Seu e-mail: Para: E-mail:

PÁGINA INICIAL
Desenvolvido por Guaru.com